Guia de Apostas para a Ryder Cup 2010: três princípios básicos para os greens de Celtic Manor
Golf
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29 setembro 2010 /
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Tiger Woods e Phil Mickelson com o famoso blazer verde da Ryder Cup
Apostar na Ryder Cup é bem diferente de um torneio de golf normal, pelo que Paul Krishnamurty nos elucida de alguns pontos fundamentais antes de apostar no Celtic Manor.
O Espírito de equipa é mais importante que o brilho individual.
Se há alguma lição que os apostadores aprenderam nas últimas décadas, é esta. Até há muito pouco tempo era impossível um país europeu ter a mesma qualidade e profundidade dos Estados Unidos.
Mesmo as grandes equipas que continham campeões como Nick Faldo ou Seve Ballesteros foram forçadas a confiar em jogadores como Paul Way, David Gilford ou Phil Walton. Apesar dessa teórica inferioridade raramente ter feito a mínima "mossa" no resultado final.
A Ryder Cup tem sido um autêntico brinde ao trabalho de equipa.
Foi quase aceite de forma unânime que a Europa soube coordenar melhor a arte de construir união entre a equipa, do que os americanos mais individualistas. Grande parte do segredo está na capitania. Como por exemplo em 2004, com a Europa a começar a 3.5 como claros out-siders. O capitão americano Hal Sutton apostou numa táctica simplista juntando os arqui-inimigos Tiger Woods e Phil Mickelson que tiveram uma manhã de abertura de torneio completamente falhada.
Já a Europa, liderada por Bernhard Langer, bem mais calculista, conseguiu levar a sua equipa a uma vitória indiscutível de 9 pontos de diferença.
Na última edição em Valhalla, as "odds" voltaram a revelar-se irrelevantes. Pela 1ª vez na história a Europa partiu como favorita jogando fora do seu continente, no entanto uma modesta formação americana acabou por vingar a derrota anterior. Eu duvido que a ausência de Woods tenha sido por mera coincidência, ou não tivesse ele grandes dificuldades em ser jogador de equipa e muito menos em mostrar entusiasmo na Ryder Cup. Nick Faldo acabou por ser o capitão que menos convenceu na equipa da Europa nos tempos mais recentes.
Será que isto significa que os Estados Unidos vão dar a volta à sua recente inferioridade?
Certamente significa que não estarão receosos em relação ao superior ranking dos seus adversários, ao seu domínio nos Majors e naturalmente, no PGA Tour.
Poderão retirar algum "coração" das recentes vitórias na President's Cup, que sugerem uma maior aprendizagem da arte de jogar Golf em equipa.
Aposta a Favor dos outsiders no último dia de "Singles", especialmente nos homens da casa.
Estas tendências para o equilíbrio no dia final têm sido evidentes em todo o tipo de jogos, como se pôde verificar nas frequentes surpresas vindas dos eventos anuais de World MatchPlay. Ao longo dos anos na Ryder Cup, apostar a favor do menos favorito dos dois jogadores presentes no dia final de Singles pagou dividendos. Apostar às cegas a favor do outsider em cada jogo garantiria um interessante lucro geral ao longo da última década. Dos 12 jogos, há sempre alguns que acabam por causar surpresas a pelo menos 3.0, e juntos cobrem mais de metade do total inicial.
A maior sensação em 2008 foi a vitória de Ben Curtis sobre Lee Westwood. Olhando um pouco para trás, a vitória de Phil Price's a cerca de 4.5 sobre Phil Mickelson na "The Belfry" em 2002 e a vitória de Constantino Rocca sobre Tiger no "Valderrama" em 1997 são relembradas como duas das maiores surpresas de sempre.
Atenção à sugestão: Todas as três surpresas que mencionei foram alcançadas por um jogador da casa. O local do jogo é um excelente equilibrador em qualquer contexto, mas todo o barulho vindo do público pode sempre valer um buraco extra. No formato de pares, é provavelmente mais fácil para as equipas visitantes se unirem e "afastarem" a pressão vinda do exterior. Por outro lado, os Singles acabam por viver uma experiência bastante solitária. Não é por acaso que as equipas da casa venceram quatro dos últimos cinco jogos do dia final de Singles.
Foca-te nos candidatos óbvios ao mercado de melhor pontuador
Apesar dos mercados para melhores pontuadores de cada equipa terem 12 concorrentes, na realidade o número pode ser facilmente reduzido apenas para aqueles que obviamente irão disputar um mínimo de quatro encontros, e preferivelmente todos os cinco jogos. Nas últimas 5 edições da Ryder Cup, todos os vencedores destes mercados disputaram os 5 encontros. A excepção foi Chris Dimarco que em 2004 jogou quatro, e o seu registo de 2.5 pontos foi um resultado altamente estranho; Surgindo como consequência da pesada derrota da sua equipa.
Quem poderão ser esses jogadores este ano? Devido à sua lesão, parece pouco provável que Lee Westwood seja convidado a transportar tal fardo, e com Garcia não participando, a equipa da Europa procura novos "líderes de equipa". Eu suspeito que a responsabilidade irá cair nas jovens armas Rory Mcllroy e Martin Kaymer, cuja forma é a melhor do momento. Os irmãos Molinari também poderão ser candidatos, uma vez que caso vençam na manhã inaugural, será difícil ignorar que os actuais campeões do mundo formam a parceria perfeita.
Para os americanos, assumindo que Tiger recebe um wildcard (convite da organiza;, a sua reputação deverá ser suficiente para lhe assegurar que jogará todas as partidas. O Capitão Pavin não deverá ter grandes dúvidas em relação à reunião da dupla formada por Tiger e Steve Stricker durante a última Presidents Cup, onde lograram um recorde de 100%. Atendendo aos "problemas" de Woods, ele poderá apresentar uma quota superior ao normal.
A somar a tão avançados palpites acerca dos pares, será importante seguir as notícias de perto nos dias antes do início da prova. Informação acerca dos treinos de pares são sempre reportadas, e tendo em conta que ambas as equipas possuem vários jogadores que ninguém espera poder jogar todos os jogos, não será difícil baixar o número de candidatos a totalistas para quatro ou cinco.