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Noite histórica na Libertadores da América

Romarinho decidiu e conseguiu o empate do Corinthians em plena La Bombonera!

"Na primeira partida, apesar do bom resultado amealhado pelo Corinthians, vimos um predominio técnico da equipe argentina que chegou quando e como quis no gol corintiano. A defesa da equipe brasileira não esteve tão eficiente e o empate foi um resultado achado pelo Corinthians"

A memória só é capaz de recordar momentos traumáticos do Corinthians na Libertadores da América. Desde a eliminação para este mesmo Boca Juniors, que hoje disputa a final, em 1991 com o time capitaneado por Neto, o xódo da Fiel, depois as duas eliminações para o River Plate, em uma delas com uma verdadeiro esquadrão que contava com Tevez, Nilmar, Carlos Alberto, entre outros, e que gerou tanta revolta da torcida com quase uma invasão de campo. Por último, a queda diante dos colombianos do Tolima na pré-Libertadores com uma boa equipe que contava com Ronado, Roberto Carlos entre outros. Mas tudo pode ficar para trás nesta quarta feira quando a equipe entra em campo no Pacaembu diante do Boca buscando seu primeiro titulo da Copa Libertadores da América. Já o time argentino busca sua sétima conquista no torneio.

Não há como desmerecer esta brilhante campanha corintiana no torneio. O futebol pode não ter sido o mais vistoso, mas primou pela eficiência. O conjunto do time é o grande craque do Corinthians numa equipe que não conta com nenhum jogador brilhante. O sistema defensivo desenvolvido por Tite tomou apenas 3 gols na competição, um recorde histórico. Liderado pelos dois volantes de contenção Ralf e Paulinho o Corinthians sufoca os seus adversários com uma marcação inclemente e duas linhas de quatro que complicam muito o desenvolvimento do setor ofensivo do adversário. No caminho da equipe do torneio a fase de grupo foi ultrapassada sem muitos soluços contra o Nacional paraguaio, o Tachirá da Venezuela e o Cruz Azul do México. Nas oitavas o time eliminou o Emelec, nas quartas o Vasco da Gama e na semifinal eliminou o atual campeão do torneio o Santos Futebol Clube.

Se fossemos qualificar o Boca pelo seu começo de Libertadores com certeza ninguém iria imaginar que a equipe estaria fazendo as finais da competição. Foi quase unanime a avaliação de que este Boca não estava a altura das grandes formações recentes do clube que foram campeãs da América. Mas com um estilo de jogo parecido com o do seu adversário nesta final com uma defesa muito sólida e a liderança técnica do meia Riquelme a camisa pesou e aos trancos e barrancos o Boca Juniors foi avançando no torneio. Na fase de grupos a equipe passou em primeiro num grupo com Fluminense, Arsenal de Sarandi e o Zamora venezuelano. Nas oitavas de final se viu em dificuldades na primeira partida mas eliminou o Union Espanola do Chile, nas quartas o Fluminense e na semifinal não deu muitas chances a sensação desta Libertadores o Universidad do Chile.

Na primeira partida, apesar do bom resultado amealhado pelo Corinthians, vimos um predominio técnico da equipe argentina que chegou quando e como quis no gol corintiano. A defesa da equipe brasileira não esteve tão eficiente e o empate foi um resultado achado pelo Corinthians. A previsão é que nesta segunda e decisiva partida o cenário mude um pouco já que o 0x0 leva a prorrogação e penalidades(o gol fora não vale de nada nesta final) logo as duas equipes precisam buscar a vitória de qualquer maneira e quando um deles sair na frente a tendência é que o adversário parta com tudo para o ataque. Mas mesmo assim vou respeitar a principal caracteristica que estes dois times apresentaram na competição continental: a defesa e a moderação.Não imagino nenhum dos dois times desenbestados no campo e oferecendo muitas oportunidades para o outro e o under a 1.55 na Betfair continua sendo a aposta mais esperada para a partida.

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