Apostas Open da Austrália: Djokovic está de volta e pronto para a guerra

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Ralph Ellis considera que não foi apenas o cotovelo que o seis vezes campeão Novak Djokovic consertou - e que isso o torna num jogador com imenso valor para apostar neste Open da Austrália...

"Djokovic, que construiu a sua reputação como um dos jogadores mais ferozes, e daqueles competidores que nunca se entrega, parece pronto para voltar à guerra. E se tal se confirmar, a [7.80] para vencer o seu sétimo título ele parece ter muito valor."

Novak Djokovic está de regresso e os sinais dizem que ele terá reparado algo bem mais importante do que a sua lesão no cotovelo que o afastou por seis meses da competição. Parece que ele também recuperou a sua estabilidade mental.

O jogador de 30 anos sofreu um ano bizarro mesmo antes de abandonar Wimbledon na sequência da sua derrota nos quartos de final no passado verão, e desde então desapareceu atulhado em vários problemas.

Indo somente uma vez para além dos quartos de final em cinco Grand Slams, ele foi mesmo afastado na segunda ronda do Open da Austrália, o torneio onde detém o recorde de seis vitórias. Ele separou-se do treinador Boris Becker, depois contratou Andre Agassi mas caiu sob o feitiço do espanhol Pepe Imaz que pregou paz e amor como os meios para vencer partidas de ténis.

Imaz continua na sua equipa técnica, mas os sinais da última noite foram que Djokovic, que construiu a sua reputação como um dos jogadores mais ferozes, e daqueles competidores que nunca se entrega, parece estar pronto para voltar à guerra. E se tal for verdade, a [7.80] para vencer o seu sétimo título ele parece ter muito valor.

Sob temperaturas absolutamente desumanas que atingiram os 69 Graus Celsius ele despendeu o primeiro set a forçar Gael Monfils a correr de um lado para o outro do court, não se importando de o perder por 6-4.

Depois acelerou um pouco mais o ritmo num adversário que foi quebrado pelos raios solares e perdeu apenas mais sete jogos a caminho da terceira ronda.

Em declarações à Aussie TV, Jim Courier relembrou que Agassi costumava fazer algo semelhante. "Nós chamámos-lhe o "punisher" porque ele tentava derrotar os adversários pela exaustão. E conseguiu-o em quatro ocasiões."

Trata-se de uma alteração significativa num homem que parecia ter perdido o seu rumo, porém a sua transformação terá começado calmamente em Dezembro quando ele reuniu a sua nova equipa de treinadores para a preparação do seu regresso.

Agassi, que começou a trabalhar com ele em França e Wimbledon, ficou para os Grand Slams. Imaz também ficou, mas talvez num papel mais virado para o ajudar a relaxar do que propriamente a focar-se nas suas estratégias tenísticas.

E ainda adicionou Radek Stepanek à equipa, que aos 39 anos de idade acaba de pendurar as suas raquetes após uma decente carreira, com a missão de trabalhar como treinador diário de Djokovic enquanto Agassi só aparece nos grandes dias.

Ao crescer na República Checa, Stepanek idolatrou Ivan Lendl, e seguiu as suas lições de dedicação e profissionalismo. É essa atitude que ele está a trazer de volta ao seu pupilo.

Agora, para ser franco, Djokovic nunca precisou de muitas lições relacionadas com essas qualidades, mas parece que ele se apercebeu de que ele precisava de alguém para o continuar a relembrar e a prepara-lo. Becker conseguiu faze-lo, e agora Agassi e Stepanek em conjunto estão a recuperar a sua velha abordagem guerreira.

Na próxima ronda defronta Ramos Vinolas, um perigoso espanhol especialista em terra batida que está na 24ª posição do ranking mundial. Ele é o tipo de adversário cujo Djokovic da "paz e amor" do último ano poderia abrir algumas chances.

Porém, desta vez parece que ele irá defrontar Novak, o Guerreiro. E isso é algo que nenhum dos tenistas ainda em prova neste Open da Austrália estará ansioso de enfrentar.

Ralph Ellis,