Apostas La Vuelta 2019: Roglic contra armada sul-americana

Poderá Rogilc conquistar a sua primeira grande volta?

A Volta a Espanha inicia-se já este Sábado, 24 de Agosto, e Primoz Roglic volta a ostentar o estatuto de favorito mesmo tendo falhado o triunfo no Giro de Itália...

"Carapaz, que está de saída da Movistar no final do ano, está cotado em 8.007/1 à hora que escrevo, no entanto este valor subiu nas últimas horas por conta de uma queda que lhe terá deixado mazelas num ombro. Neste momento, a equipa Movistar equaciona se irá ou não fazer o corredor alinhar à partida da Vuelta, e caso ele falhe a competição será uma baixa de vulto."

Primoz Roglic mantém o peso da responsabilidade


A Volta a Espanha será mais uma prova de fogo para o ciclista esloveno da Jumbo-Vysma depois de não ter ido além do último lugar do pódio na Volta a Itália, primeira grande volta do ano.

Na altura, Roglic subestimou um ciclista em ascensão chamado Richard Carapaz e pagou bem caro, visto que deixou o equatoriano forjar uma vantagem que não mais voltaria a perder tal foi a sua força nas montanhas dos Alpes italianos.

Agora, Primoz Roglic terá um trunfo que não teve em Itália. Terá uma equipa moldada à sua imagem com vários elementos de grande qualidade para o ajudarem na alta montanha. Steven Kruijswijk foi 3º na Volta a França e chega com a missão de ser um gregário de luxo do seu colega, ao mesmo tempo que salvaguarda as ambições da equipa no caso de haver algum azar com o chefe de fila.

Mas a equipa também conta com a experiência de Robert Gesink e a qualidade de George Bennett formando assim um conjunto fortíssimo para a alta montanha e igualmente para o contra-relógio por equipas de 13kms que abrirá a Vuelta já este Sábado.

Por tudo isto, é compreensível que o esloveno seja apontado como favorito a vencer a última grande volta do ano com cotações de 3.505/2 no Intercâmbio, porém a elevada sucessão de etapas montanhosas ao longo da prova podem favorecer os sul-americanos, mais acostumados a altas altitudes.

Carapaz e Miguel Angel Lopez procuram firmar credenciais

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Richard Carapaz confirmou as boas indicações que havia deixado em 2018 e venceu mesmo a Volta a Itália este ano numa grande demonstração de força perante a forte concorrência de Vincenzo Nibali, Primoz Roglic, Mikel Landa ou Miguel Angel Lopez.

A capacidade por si exibida na alta montanha italiana foi uma surpresa para os restantes candidatos, que subestimaram o fantástico atleta equatoriano de 26 anos.

Naturalmente, Carapaz não beneficiará do mesmo tipo de veleidades por parte dos seus adversários por uma segunda vez, e talvez por isso se tenha revestido de um forte conjunto ao seu redor com Alejandro Valverde, Nairo Quintana e Marc Soler a formarem um esquadrão temível para qualquer adversário.

O ciclista equatoriano que está de saída da Movistar no final do ano está cotado em 8.007/1 à hora que escrevo, no entanto este valor subiu nas últimas horas por conta de uma queda que lhe terá deixado mazelas num ombro. Neste momento, a equipa Movistar equaciona se irá ou não fazer o corredor alinhar à partida da Vuelta, e caso ele falhe a competição será uma baixa de vulto.

Lopez quer rectificar Giro D'Italia

Miguel Angel Lopez era uma dos grandes favoritos a vencer a Volta a Itália, mas não foi além de um decepcionante 7º lugar final por conta de alguns problemas de forma no início da prova, e de alguns azares numa fase mais adiantada.

Agora, o ciclista da Astana procura ser mais consistente durante as três semanas espanholas e para isso conta com uma equipa luxuosa do seu lado. Jakob Fuglsang - que abandonou o Tour por queda -, os irmãos Izaguirre, Dario Cataldo ou Luis Leon Sanchez formam um conjunto realmente talentoso e que dá garantias.

Lopez encontra-se a negociar a 4.607/2 como segundo favorito à conquista da Volta a Espanha, mas precisará de estar muito forte na montanha para compensar o tempo que irá perder nos contra-relógios da prova, que contabilizam um total aproximado de 50kms.

Jovens podem intrometer-se no Top-10


Para além dos nomes já mencionados, temos sempre que contar com a Team Ineos que terá em Wout Poels a sua principal aposta, no entanto, a ausência de grandes resultados em provas de três semanas colocam-no com cotação elevada de 29.0028/1.

Mas há outros nomes a despontar no ciclismo mundial que podem dar sinal de vida na prova espanhola. Na equipa UAE-Team Emirates existe um jovem esloveno de 20 anos que parece querer seguir as pisadas de Roglic.

Tadej Pogacar tem conquistado diversas provas de uma semana - incluindo Volta ao Algarve - nos últimos dois anos e fará agora a sua primeira aparição numa grande volta com o intuito de poder lutar, por exemplo, pela Camisola Branca - pela primeira vez inserida na Vuelta.

O jovem ciclista está cotado em 1.9010/11 para terminar no Top-10 da Vuelta na página de Desportos da Betfair e muito dependerá do tipo de liberdade que a equipa lhe vier a conceder. Com Fabio Aru como potencial chefe de fila, mas longe da melhor forma, é provável que a equipa não se una em seu redor pelo que Pogacar pode ter luz verde para tentar um top-10 em Espanha.

Outro dos novos nomes do panorama mundial é Sergio Higuita 3.259/4 da Education First que também tem feito excelentes resultados esta época e promete aparecer ao mais alto nível num futuro próximo. Ainda assim, o facto de ter Rigoberto Uran e Daniel Martinez na sua equipa pode impedi-lo de ter a mesma liberdade do seu rival da Emirates, pois a sua equipa deve montar-se em torno de Uran com vista a um grande resultado.

Camisola dos Pontos será muito imprevisível

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Numa Volta a Espanha com tantas chegadas em alto, algumas delas em rampas acentuadas com pouca quilometragem, ciclistas como Alejandro Valverde podem ter oportunidade de brilhar e conquistar esta camisola, para a qual está avaliado em 3.6013/5.

Ainda assim, há um nome que recolhe o favoritismo por conta da sua sensacional forma à entrada para a Volta a Espanha. Sam Bennett 3.1085/40 venceu recentemente três etapas no Binck Bank Tour onde teve a concorrência do ilustre Dylan Groenewegen, portanto está muito poderoso nos sprints nesta fase e pode perfeitamente dominar em todas as etapas que terminem sem grandes dificuldades, bem como em sprints intermédios.

Assim, olho para a hipótese Bennett com mais interesse, até porque Valverde pode por vezes ficar confinado à tarefa de auxiliar o seu chefe de fila Richard Carapaz. Por outro lado, se Carapaz não começar a prova, as coisas mudam de figura.

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Saldo de Apostas 2019-20

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