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Apostas Eleições EUA: Odds de Trump para vencer nunca estiveram tão baixas

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Já é oficial: Donald Trump será o candidato Republicano nas Eleições Gerais de Novembro. Paul Krishnamurty actualiza os últimos desenvolvimentos dos mercados, há medida que o apoio ao outsider vai crescendo...

"As sondagens nacionais parecem estar cada vez mais equilibradas, algo que é quase norma no país. E Os apostadores estarão na expectativa para saber se Trump terá uma subida após a convenção, como é habitualmente o caso."

O candidato presidencial mais atípico e improvável da história dos Estados Unidos da América atingiu o seu auge de popularidade na corrida à casa Branca. Depois de finalmente assegurar a sua nomeação republicana, Donald Trump matou as esperanças de imensos detractores e terminou com uma das mais excitantes e dramáticas corridas na história das apostas políticas.

Em resposta, os apostadores Betfair apoiaram de tal forma a estrela da TV que ele negoceia agora ás mais baixas odds de sempre para vencer em Novembro. Apesar disso, Donald Trump continua a ser um outsider e já pôde ser apostado a [3.00], o que equivale a 33% de probabilidades, antes de voltar a cair um pouco para os [3.35] (30%). A favorita neste mercado desde que o mesmo abriu em 2012, Hillary Clinton, continua como a mais forte possibilidade para vencer a [1.45] ou 69%.

Seguindo as pisadas do que tem sido a sua recente carreira política, até a coroação de Trump como candidato esteve longe de ser consensual.

Um rápido movimento para libertar os delegados para votar de acordo com a sua consciência, em vez de estarem obrigados ao requerimento de apoiar o seu vencedor primário, só foi derrotado esta semana. A escala e burburinho feito em protesto na convenção demonstrou o quão difícil lhe será unir o partido.

Mas a convenção também não correu de feição no que compete à sua ligação com membros do partido e os media. A maior parte dos nomes sonantes do partido ficou de fora, deixando apenas um grupo de eclécticos oradores. Alguns, como o General Flynn, saíram mesmo do auditório.

E em vez do bem planeado e co-ordenado ataque a Clinton, as manchetes foram dominadas pelo polémico discurso da sua mulher Melania que, aparentemente terá plagiado a Primeira Dama, Michelle Obama.

Independentemente de tudo isto, nem todas as notícias são negativas para os republicanos. As sondagens nacionais parecem estar cada vez mais equilibradas, algo que é quase norma no país. Os apostadores estarão na expectativa para saber se Trump terá uma subida após a convenção, como é habitualmente o caso.

Também vale a pena notar que Trump gastou bem menos por comparação com Clinton e a sua organização. Se ele conseguir continuar a atrair os mega doadores que têm suportado a sua controversa campanha e assim construir um campo competitivo de luta, existe margem para algumas melhorias.

Ainda assim, nada me faz alterar a previsão que fiz há muito de que Hillary Clinton será Presidente. Os "podres" de Trump são demasiado fortes para serem ignorados, especialmente por votantes chave como mulheres ou Latinos.

É certo que Clinton também é uma candidata fraca e impopular mas bem menos tóxica e, acima de tudo, menos arriscada.
Ela também tem margem para melhorar, depois de um ano terrível em que foi manchete por utilizar um servidor de e-mail quando era Secretária de Estado para uso privado, e ainda devido a alguns abusos dos seus apoiantes para com o seu rival Bernie Sanders.

Este tipo de problemas fazem parte, e apenas parcialmente, das fases iniciais e intermédias da campanha. O escândalo do e-mail não deverá ter grande importância para as Eleições e os partidos tendem a unir-se após as primárias. Na próxima semana, Clinton terá a oportunidade de dominar as manchetes, mostrar os seus trunfos e afastar os perigos para a nação de uma eventual presidência de Trump.

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