Apostas Presidenciais EUA 2020: Joe Biden já lidera mercados para suceder a Trump

Joe Biden pode devolver os democratas à Casa Branca...

Há muito que Donald Trump ia liderando o mercado Betfair para Próximo Presidente por escassa margem, mas os sucessivos acontecimentos que tornaram os Estados Unidos num estado de sítio alteraram o sentido de aposta...

Para já, Trump precisa de encontrar alguma forma de recuperar a tendência de voto que o apontava como favorito, uma vez que deslizou até cotações de 2.6413/8 para renovar o seu mandato na Casa Branca. Mas onde poderá buscar esses votos?

Joe Biden coloca-se do lado do movimento BLM


Se a aparente dificuldade de Donald Trump em gerir o drama do Covid-19 no país estava a aproximar Joe Biden do topo do mercado de apostas, o desencadear da tensão racial suscitado pela morte de George Floyd às mãos da polícia como que fez desabar as cotações a favor do candidato democrata.

Num momento destes, em que o movimento 'Black Lives Matter' tomou conta do debate nacional alertando para as diferenças sociais ainda existentes no país, Joe Biden não precisou de puxar da sua fraca argumentação para ganhar votos, afinal, só necessitou de se colocar do lado dos grupos de esquerda e extrema-esquerda na contestação ao actual presidente Trump.

trump_BLM_.jpgProtestos 'BLM' junto à Casa Branca

Ora, isso colocou-o rapidamente na frente das sondagens para suceder a Donald Trump no final do ano e o mercado Betfair acompanhou essa tendência apresentando agora o ex-vice presidente de Barack Obama como favorito com cotações de 1.758/11 para ser eleito como Próximo Presidente dos EUA.

Donald Trump tem pouco a que se agarrar


O presidente e candidato republicano mergulhou numa grave crise enquanto presidente do país tendo em conta o cenário pandémico do qual os Estados Unidos teimam em não conseguir sair, ou pelo menos aliviar, e a que se juntou agora a grave tensão social e racial no país.

Naturalmente, Trump lamentou a morte de George Floyd e todos os desacatos posteriores relacionados com o assunto como as inacreditáveis pilhagens a lojas de várias cidades, no entanto, as suas posições no sentido de dar força à polícia viraram-se agora contra ele.

O próprio presidente até já admitiu proibir algumas manobras de controle e dissuasão por parte da polícia, nomeadamente a colocação de joelhos no pescoço de potenciais criminosos, mas o seu percurso tem sido sinuoso e os conflitos com topo o tipo de anticorpos sucedem-se.

Twitter é nova dor de cabeça, ou será que não?


Outro dos assuntos das últimas semanas tem sido a denúncia por parte da plataforma Twitter de algumas das publicações do presidente norte-americano, alertando mesmo os utilizadores para conteúdos de suposto incentivo à guerrilha ou se simples informações falsas.

Mas será isto mais um presente envenenado para Trump ou até poderá ser um rebuçado? Como todos sabemos, os media norte-americanos e internacionais simplesmente odeiam Donald Trump pelo seu modo de comunicar e pelo seu tom desafiador para com os mesmos, no entanto, limitarem a sua liberdade de expressão, como no caso do Twitter, pode até gerar alguma revolta de eleitores indecisos em seu favor.

trump_imprensa.jpg

Para já, ele precisa de encontrar alguma forma de recuperar a tendência de voto que o apontava como favorito, uma vez que deslizou até cotações de 2.6413/8 para renovar o seu mandato na Casa Branca. Mas onde poderá buscar esses votos?

Economia pode ser tábua de salvação


Apesar de nem todos os seus eleitores serem admiradores das suas políticas ou modo de discursar, a verdade é que Donald Trump comandava na corrida à Casa Branca por conta dos melhores números da história da economia norte-americana.

Naturalmente, tudo isto descambou gravemente com o rebentar da crise pandémica que levou a um 'lockdown. Acontece que os últimos números já vão dando conta de uma forte recuperação económica no país e tal pode ser uma das poucas tábuas de salvação que ainda restam a Trump. Poderá ele agarrar-se bem a ela até aos debates com Joe Biden onde quase de certeza vencerá facilmente?

Tudo isto serão respostas para apurar até 03 de Novembro, dia das eleições, mas para já o cenário parece bem negro para Donald Trump...

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