Antevisão Mundial 2018: Alemanha na Rússia com Low - e altas expectativas

Um dia a Alemanha disputará um Mundial sem este homem ao leme...
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Jack Lang encerra a sua radiografia aos favoritos para a Rússia 2018 com um olhar sobre o campeão em título e segundo favorito do mercado...

"Aqui vem o 'Tio Joaquim', sempre altamente competente, e aproximando-se do 12º aniversário como técnico da selecção e com quatro mais anos para liderar após assinar novo contrato."

Decisões difíceis precisam ser tomadas quando és o treinador de uma selecção como a Alemanha. Tantas e tão variadas são as opções que por vezes tens de deixar de fora um jogador que conquistou alma e coração no último Campeonato do Mundo e pode contar com apoio ilimitado até ao final da sua carreira. Mas o tempo não espera pelos treinadores e Jogi Low teve de fazer uma escolha difícil com base na forma dos jogadores nos seus clubes.

Poderá este Campeonato do Mundo ser o mesmo sem Shkodran Mustafi? É difícil dizer. Certamente menos divertido, mas isso provavelmente até é bom para a Alemanha, que - piadas à parte - parece absolutamente aterradora quando nos aproximamos da rampa de lançamento. Nenhuma selecção venceu torneios consecutivos desde 1958/1962, e não é apenas esse recorde brasileiro que os alemães perseguem: se vencerem este verão juntam-se aos sul-americanos com cinco títulos.

Que comecem as festividades...


Objectivos de equipa


A primeira coisa a dizer é que as mudanças na equipa foram surpreendentemente largas para um conjunto que se tem definido pela continuidade ao longo da última década: apenas nove elementos do plantel de 2014 estarão no avião para a Rússia. Isto deve-se em parte porque alguns membros da velha guarda se retiraram - Bastian Schweinsteiger, Philipp Lahm, Per Mertesacker e Miroslav Klose pediram descanso - mas também é um entusiasmante reflexo da nova geração de talento que entrou neste ciclo de Campeonato do Mundo.

Em Joshua Kimmich, Leroy Sané, Julian Brandt, Leon Goretzka e Timo Werner, a Alemanha tem alguns dos mais excitantes jogadores do torneio, e o actual plantel parece ainda mais fornecido de talento do que aquele que triunfou há quatro anos. E com Mats Hummels, Jérôme Boateng, Mesut Özil, Toni Kroos e o especialista em Mundiais, Thomas Muller todos teoricamente no seu pico, é tentador imaginar que a equipa de Low deveria iniciar cada partida com um handicap de um golo.


A experiência de Low


Bem, pelo menos a Alemanha tem um treinador sem grande exper...ah, pois. Aqui vem o 'Tio Joaquim', sempre altamente competente, e aproximando-se do 12º aniversário como técnico da selecção e com quatro mais anos para liderar após assinar novo contrato. Ele é um homem de uma só missão, e mais relevante, sabe bem como trilhar este caminho: Die Mannschaft nunca falhou um lugar nas Meias-Finais de um torneio destas dimensões desde que ele assumiu o comando.

Mas também não é só Low a puxar os cordelinhos nos bastidores: A preparação da Alemanha para o Brasil 2014 foi espantosa - eles construíram uma autêntica base de treinos - e seria uma surpresa se não repetissem a dose desta vez. Uma previsão de Mundial um pouco menos sarcástica poderia resumir-se a uma 'habitual eficiente Alemanha', mas não será esse o caso aqui.


Trabalho de Manuel


Parece só haver uma nuvem sob o céu para a Alemanha: a condição física de Manuel Neuer. O enigmático aparentado Augustus Gloop tem treinado com a equipa e até já actuou num encontro amigável. Mas ele só disputou 360 minutos de futebol no último ano - longe do ideal para estar em forma numa competição tão intensa.

Marc-André ter Stegen é uma boa alternativa, como é evidente, mas há algo em Neuer que espalha calma pela defesa - e medo nos ataques opositores. A hipótese de ver aquele gigante na baliza é suficiente para fazer até os melhores jogadores pensar duas vezes antes de colocar a bola perto, e isso permite à defesa subir no terreno.

Ainda assim, vendo bem as coisas não passa de uma pequena preocupação. A Alemanha é uma máquina vitoriosa bem oleada, que passeou na sua fase de qualificação e, tal como a Espanha, tem um francamente injusto vasto número de grandes jogadores. Eles venceram a Taça das Confederações com uma equipa de reservas e têm todas as hipóteses de dar seguimento a esse sucesso com uma equipa de primeira linha este verão.


APOSTA RECOMENDADA:
Alemanha para vencer o Campeonato do Mundo @ [5.80]

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