Antevisão Mundial 2018: Uruguai pode causar impacto - e não apenas com os dentes

O que tens guardado para nós desta vez, Luis Suárez?
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Jack Lang passa a pente fino uma Celeste de Óscar Tabarez de cara lavada em mais uma avaliação de favoritos para a Rússia 2018...

"Há muito que se foram os adoráveis 'caceteiros' (Arévalo Ríos: para sempre nos nossos corações), substituídos por uns jovens que gostam de tratar bem a bola e parecem trazer vida nova a esta equipa."

Uruguai no Campeonato do Mundo, né? Não, não me vem nada à memória. Custa imaginar que eles eram os donos disto tudo nos primeiros anos de competição, ou que se tornaram numa nação orgulhosa quando venceram no Maracanã. E até as suas aparições mais recentes se tornaram um pouco...cinzentas. Golos com o braço não são razão para serem absolutamente odiados pelo Gana. Ou será que sim? E até mesmo uma distinta mordidela os fez aparecer em cena.

Óscar, o Vencedor


Mesmo que não te lembres do seu nome, irás reconhecer a sua cara na equipa técnica do Uruguai este verão. Óscar Tabarez está agora no seu 13º ano como treinador da La Celeste, e a caminho do seu terceiro Campeonato do Mundo consecutivo - e quarto no total. Pensa nele como o Jogi Low da América do Sul, mas menos como um 'tio enérgico' e mais como um 'adorável avô'.

A sua fórmula tem sido consistente: escolhe uma defesa experiente, popula o meio-campo com jogadores de trabalho, e deixa os avançados fazer o tipo de coisas em que são especialistas. Funcionou muito bem na África do Sul, com Diego Forlán e Suárez mais do que capazes de fornecer munições suficientes, mas tivemos vislumbres nas suas exibições há quatro anos que mostraram o perigo deste tipo de abordagem.

Preenche o meio-campo com juventude


Apropriadamente, Tabaréz parece pronto para apostar num sistema um pouco mais expansivo desta vez. A defesa, liderada pela dupla do Atlético de Madrid Diego Godín e José María Giménez, será tão frugal como sempre, enquanto Suárez e Edinson Cavani esperam espalhar o pânico - de preferência sem usar os dentes - lá na frente. Mas entre esses sectores, tudo será alterado.

Há muito que se foram os adoráveis 'caceteiros' (Arévalo Ríos: para sempre nos nossos corações), substituídos por uns jovens que gostam de tratar bem a bola e parecem trazer vida nova a esta equipa. Matias Vecino deverá ser o dono da batuta no centro do campo, tal tem sido a mudança de geração.

Também há Federico Valverde, propriedade do Real Madrid e altamente impressionante nas primeiras aparições pelo seu país. O portentoso Rodrigo Betancur já tem experiência de Champions League com a Juventus, e será apenas uma questão de tempo até Nahitan Nández, que poderá jogar à direita, sair do Boca Juniors para um dos grandes europeus. Junta-lhe o rocket Lucas Torreira (Sampdória), mais o criador de jogo do Cruzeiro, De Arrascaeta, e parece existir um futuro brilhante pela frente.

Comportamento Celeste


Esses jogadores têm pouca experiência em grandes torneios, como é evidente, mas existe experiência de sobra no plantel para compensar: Cavani, Godín, Rodríguez, Maxi Pereira estão todos na casa das centenas no que diz respeito a jogos internacionais, e eles devem ter a companhia de Suarez e Muslera no final da campanha. Esta é uma sólida fundação e significa que as lições dos últimos dois Campeonatos do Mundo não escaparão aos mais jovens.

A questão é se o Uruguai conseguirá reproduzir o fogo de artifício de 2010, ou um 2014 bem mais discreto para as suas chances este verão. Recentes problemas em Copas Américas e altos e baixos na qualificação para o Mundial poderiam sugerir o último, mas a moral mudou claramente ao longo do último ano e Tabárez parece relativamente calmo e confiante de que as suas tropas farão um bom trabalho.

Preferencialmente com o seu futebol, Luís, antes de te meteres com ideias.


APOSTA RECOMENDADA:
Uruguai para vencer o Grupo A @ [1.88]

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