Apostas Mundial 2018 - Grupo C: Austrália poderá sentir-se a afundar após difícil estreia com a França

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Andrew Atherley analisa um grupo que terá França, Dinamarca, Peru e Austrália em acção...

"A Austrália pode ficar logo em dificuldades se perder com a França na partida inaugural."

APOSTA RECOMENDADA:
Aposta na Austrália para ficar em último no Grupo C @ [1.85]

A França é a grande favorita no Grupo C, onde vai enfrentar três rivais que só se qualificaram nos playoffs. Mas pode não ser assim tão fácil para Les Bleus, porque o Peru e a Dinamarca também estão no Top 12 da FIFA, pelo que em teoria este é um dos grupos mais difíceis. O quarteto fica completo com a Austrália, que está em 40º lugar.

A França é a quarta favorita do torneio, a [8.00] e vai ser importante ganhar o grupo, para se manter afastada da Argentina, a potencial vencedora do Grupo D, na primeira ronda das eliminatórias. Tem a vantagem de jogar primeiro contra a Austrália, o que lhe dá uma grande hipótese de conseguir logo três pontos e controlar o grupo.

O outro jogo inicial, o Peru v Dinamarca pode decidir o outro qualificado (partindo do princípio que a França não faz asneira). A Dinamarca pode ter uma certa vantagem por jogar na Europa e por ter jogadores mais experientes, como Christian Eriksen.

Na realidade, a Dinamarca pode ser uma boa aposta para vencedora do grupo a [5.50], já que o grupo pode ser mais renhido do que o esperado e a diferença de golos pode ser importante.

A melhor aposta neste momento é que a Austrália termina em último lugar no grupo a [1.85], pois me parece um preço alto para uma equipa que deve ter dificuldades em marcar.

França


Os Bleus jogaram bem nas três últimas competições disputadas na Europa - ficaram em quarto em 1982, venceram em casa em 1998 e ficaram em segundo em 2006 - e as expectativas estão outra vez em alta.

A equipa de Didier Deschamps parece uma "geração dourada", Antoine Griezmann, Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé lideram o ataque. Paul Pogba e N'Golo Kante estão no meio-campo, Raphael Varane do Real Madrid, Lucas Digne e Samuel Umtiti do Barcelona fazem parte da defesa e Hugo Lloris, do Tottenham, está na baliza.

Um dos sinais da força da equipa é a quantidade de talento que Deschamps pôde excluir da selecção, incluindo Karim Benzema, Anthony Martial, Alexandre Lacazette e Moussa Dembele.

A sensação de que esta selecção está na iminência de conseguir algo especial aumentou quando a França ficou em segundo no Euro 2016, apesar de ter sido decepcionante vê-los serem derrotados por Portugal na final.

Quem aposta na França espera que a experiência lhes dê vantagem e lhes permita ir mais longe desta vez, por outro lado, a incapacidade de vencer Europeus põe em causa a sua capacidade de manter um nível elevado.

Foram inconsistentes na qualificação para o Mundial, perderam frente à Suécia, e empataram contra a Bielorrússia e o Luxemburgo. A França demorou mais do que devia a conseguir o primeiro lugar, apesar de ter conseguido acabar com quatro pontos de vantagem em relação à Suécia.

A questão mais importante é se Deschamps - capitão da equipa que venceu o Mundial de 1998 - ousará dar rédea livre aos seus atacantes. O seu sistema preferido é o 4-3-3, mas já tentou o 4-4-2 com dois extremos. Aos comandos desde 2012, Deschamps - e os seus jogadores - têm de cumprir o objectivo.

Dinamarca


Depois de não se ter qualificado para o Mundial 2014 nem para o Euro 2016, a Dinamarca conseguiu a qualificação com uma vitória frente à Irlanda nos playoffs, após ter ficado cinco pontos atrás da Polónia no seu grupo. No entanto, a equipa de Age Hareide acabou a campanha em forma, com seis vitórias e três empates nos nove últimos encontros em competição.

A Dinamarca passou da fase de grupos em três das quatro participações em Mundiais, e o único fracasso foi em 2010, e esta equipa já não é tão perigosa como nos anos 80 e início dos anos 90.

Desde vez as esperanças estão todas depositadas em Christian Eriksen, o único jogador de topo, e a equipa tem boas hipóteses de se qualificar se a estrela do Tottenham estiver em forma. Marcou oito dos 20 golos da Dinamarca durante a qualificação, mais um hat-trick na vitória por 5-1 no playoff.

Thomas Delaney do Werder Bremen é um bom médio, é o segundo melhor marcador da equipa com quatro golos, apesar deste número demonstrar bem a falta dum avançado de topo. Nicolai Jorgensen, Andreas Cornelius e Nicklas Bendtner juntos marcaram seis golos no percurso para a Rússia.

A parceria preferida no centro da defesa é entre o capitão Simon Kjaer do Sevilha e Andreas Bjelland do Brentford, seguidos pelo guarda-redes do Leicester City, Kasper Schmeichel.

O jogo mais importante é o de abertura, contra o Peru, a vitória deixa-os numa boa posição para enfrentar a Austrália no segundo jogo, enquanto o Peru tem de lutar no jogo contra a França.

Se vencerem os primeiros dois jogos, o que é um cenário exequível, a equipa de Hareide pode ter hipóteses contra a França no jogo final. Tendo em conta esse cenário, a selecção dinamarquesa pode ser uma boa aposta para o topo do grupo, a [5.50].

Peru


Famoso por ter derrotado a Escócia e com má fama por ter perdido por 6-0 frente à Argentina no Mundial de 1978, o Peru regressa à competição pela primeira vez em 36 anos. O torneio em Espanha em 1982 foi a única participação no torneio na Europa e não conseguiu vencer, empatou dois jogos antes de perder por 5-1 contra a Polónia.

Chega à Rússia através da vitória no playoff frente à Nova Zelândia, tendo ficado em quinto na qualificação. A posição na classificação foi beneficiada pela retirada de pontos à Bolívia por causa duma transgressão. Um dos sinais de que pode ter dificuldades neste nível é o facto de só ter ganho um jogo em oito contra equipas de topo da América do Sul e de não ter marcado em cinco desses encontros.

Pelo lado positivo, a selecção estava a ganhar alguma força na segunda metade da campanha de qualificação, e os jogadores mais jovens têm capacidades para melhorar. Este grupo inclui Edison Flores, o melhor marcador na qualificação, com cinco golos, o médio Renato Tapia e Christian Cueva, que veste o Nº 10.

Paolo Guerrero - que não jogou no playoff devido a uma suspensão por doping e foi autorizado a participar no Mundial - foi o outro melhor marcador na qualificação e deve liderar o ataque ao lado de Andre Carrillo, que esteve no Watford na temporada passada, por empréstimo do Benfica. Outra opção para a frente é o experiente Jefferson Farfán que, assim como Guerrero, já está nos 30.

Todos os defesas são de clubes da América do Sul ou do México, e foram todos bem preparados pelo treinador Ricardo Gareca, e só sofreram três golos nos últimos seis jogos competitivos.

Austrália


Os Socceroos chegam à Rússia num estado de incerteza depois do treinador, Ange Postecoglou, ter saído após a campanha de qualificação e após a nomeação de Bert van Marwijk, que orientou a selecção holandesa no Mundial de 2010. Postecoglou mudou para um 3-2-4-1 durante a qualificação, causando muita controvérsia, e o alinhamento actual ainda não é certo.

Os fãs vão reconhecer alguns dos principais médios, incluindo Aaron Mooy do Huddersfield Town, Tom Rogic do Celtic e Mile Jedinak do Aston Villa. No entanto muitos dos jogadores estão em ligas secundárias na Europa ou então baseados na Austrália, e não há grandes talentos atacantes na equipa.

A Austrália deve querer repetir a sua melhor exibição num Mundial, que aconteceu em 2006, na Europa. Nessa ocasião, ficou no grupo do Brasil e terminou em segundo, tendo conseguido eliminar a Croácia e o Japão.

Este é o quarto Mundial consecutivo, mas em 2014, com Postecoglou, perdeu os três jogos da fase de grupos e vai ser difícil evitar o mesmo destino este ano.

No Verão passado, na Taça das Confederações, houve sinais prometedores. A Austrália perdeu por 3-2 frente à Alemanha e empatou por 1-1 contra a Colômbia e o Chile. Tendo em conta que a Alemanha e o Chile acabaram na final, foi um bom resultado.

Mas há dúvidas em relação à capacidade de os repetir, tendo em conta o registo total e o baixo número de golos, além de poder ficar logo em desvantagem se perder contra a França no primeiro jogo.


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Aposta na Austrália para ficar em último no Grupo C @ [1.85]

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