Apostas Mundial 2018 - Grupo G: Inglaterra pode contentar-se com o segundo lugar

A Inglaterra deve qualificar-se facilmente num desequilibrado Grupo G mas a falta de golos pode sugerir que não o farão como vencedores, avisa Dave Tindall...

"Martinez pode não ter sentido prático para as rondas de eliminatórias se encontrar uma equipa tacticamente mais hábil, mas a Bélgica marcou 43 golos em 10 jogos de qualificação, só num jogo é que marcou menos de dois golos. Tudo indica que deve marcar mais que a Inglaterra, uma boa razão para ser a favorita no grupo."

2pts 1º Bélgica/2º Inglaterra @ 2.206/5 (Sportsbook)

Inglaterra


Os apostadores acham que a Inglaterra vai passear pelo grupo e jogar um máximo de um ou dois jogos depois disso (no mercado da fase de eliminatórias da Inglaterra os oitavos e os quartos de final são favoritos a 2.8815/8).

Mas vamos começar pelo princípio. Terminar no top dois é uma formalidade? As probabilidades gritam que sim, no Grupo a Bélgica está a 1.625/8, a Inglaterra a 2.305/4, a Tunísia a 23.0022/1 e o Panamá a 46.0045/1.

Pondo em contexto, o terceiro favorito com o preço mais alto em qualquer outro grupo está a 14.0013/1 e o menos favorito com o preço mais alto está a 4.003/1. No Grupo H, o Japão está em quarto, mas a 7.5013/2, o grupo da Inglaterra é o mais claro em termos de quem passa.

A Inglaterra também vai beneficiar da ordem dos jogos. Da última vez, com o fiasco de Roy Hodgson, começou com jogos contra a Itália e o Uruguai e foi por pouco que não perdeu os dois.

Desta vez, joga primeiro contra a Tunísia e o Panamá, já deve ter pelo menos quatro ou seis pontos antes do jogo decisivo contra a Bélgica.

A Inglaterra teve oito vitórias e dois empates durante a campanha de qualificação, mas era o expectável, tendo em conta que os adversários foram a Eslováquia, a Escócia, a Eslovénia, a Lituânia e Malta.

Os eslovenos e os lituanos também fizeram parte do grupo de qualificação para o Euro 2016 e os jogadores de Hodgson venceram 10 jogos em 10. Serviu-lhes de muito quando foram eliminados pela Islândia no torneio.

Uma diferença clara em relação às últimas campanhas de qualificação é que a Inglaterra só marcou 18 golos comparado com os 31 tanto em 2014 como em 2016.
Apesar da presença de Harry Kane, esta selecção não tem conseguido marcar com facilidade, e a tendência tem-se mantido nos últimos amigáveis. Desde que venceu a Lituânia no último jogo de qualificação, a Inglaterra empatou 0-0 com a Alemanha e com o Brasil, derrotou a Holanda por 1-0 e empatou 1-1 com a Itália.

O outro lado da moeda é que tem tido uma defesa bastante sólida, Gareth Southgate usa três jogadores atrás. A Itália colheu frutos com essa estratégia, e a Inglaterra não sofreu golos em jogo aberto nos últimos seis jogos.

Há questões em relação à falta de experiência colectiva do trio de guarda-redes Jordan Pickford, Jack Butland e Nick Pope, enquanto os sete do meio-campo Dele Alli, Fabian Delph, Eric Dier, Jordan Henderson, Jess Lingard, Ruben Loftus-Cheek e Ashley Young não são propriamente uma geração dourada.

À frente, Raheem Sterling podia ser uma estrela se os tabloides parassem de o massacrar, e Jamie Vardy é uma arma perigosa vinda do banco com o hábito que marcar contra equipas fortes.

Por ora, o fraco registo de golos da Inglaterra sugere que terá de conseguir mais pontos que os belgas, se quiser ficar em primeiro no grupo, e isso significa que tem de vencer o jogo decisivo em Kaliningrad a 28 de Junho.

Tendo em conta exemplos recentes, também é possível que haja um empate e a aposta na Inglaterra ganha 7 pontos no Grupo a 4.003/1 é razoável (Sportsbook). Um empate contra a Tunísia e a vitória frente à Bélgica é outra hipótese para conseguir este total.

Bélgica


Para este grupo de jogadores belgas, desde meados da década passada Inglaterra tinha o melhor - Beckham, Gerrard, Lampard, Scholes, Terry, Owen, Cole, Campbell, Neville e um jovem avançado chamado Rooney.

Mas a dita Geração Dourada nunca passou dos quartos de final dum torneio internacional e esta versão belga corre o risco de decepcionar de forma parecida.

Em teoria, os belgas estão cheios de talento. Têm um guarda-redes de topo, Thibaut Courtois, defesas de qualidade como Vincent Kompany, Jan Vertonghen e Toby Alderweireld, dinamismo no meio campo com Kevin De Bruyne e Mousa Dembele e um ataque potente com Eden Hazard atrás do prolífico Romelu Lukaku.

É possível que sete dos XI iniciais venham dos clubes de elite da Premier League, mas isso em si já é um sinal vermelho.

Dizem muitas vezes que a cadência da Premier League deixa os jogadores da selecção inglesa fisicamente esgotados para os Mundiais, e que devia haver uma pausa no inverno. Se fôr este o caso, o cansaço e a falta de intensidade também se aplica às estrelas que jogam em Inglaterra.

A Bélgica perdeu contra a Argentina nos quartos de final do último Mundial na América do Sul - não é nenhuma desgraça - mas perder contra o País de Gales nos quartos de final do Euro 2016 é muito mais difícil de ignorar.

Venceu cinco dos seis jogos de grupo nesses dois torneios, as potenciais fraquezas mentais só devem aparecer mais tarde e o primeiro jogo contra o Panamá dá aos jogadores de Roberto Martinez uma oportunidade de ganhar pontos e confiança.

Martinez pode não ter sentido prático para as rondas de eliminatórias se encontrar uma equipa tacticamente mais hábil, mas a Bélgica marcou 43 golos em 10 jogos de qualificação, só num jogo é que marcou menos de dois golos. Tudo indica que deve marcar mais que a Inglaterra, uma boa razão para ser a favorita no grupo.

Tunísia


O heroísmo de Mo Salah e a presença da Tunísia, de Marrocos e do Egipto neste Mundial provam que este é um bom momento para o futebol do Norte de África.
Mas a Tunísia não tem nenhum jogador parecido com Salah e a Inglaterra e a Bélgica devem sentir mais frustração do que medo quando enfrentarem os tunisinos.

A sua força está na defesa e na organização, como provam os quatro golos sofridos nos seis jogos de qualificação, apesar de terem sido contra adversários fracos.

Também temos de contar com uma boa dose de vigor. Apesar de só ter conseguido três pontapés à baliza, os tunisinos conseguiram recuperar duma desvantagem de 2-0 após 34 minutos e empataram 2-2 contra o campeão europeu na semana passada.

A Tunísia venceu o primeiro jogo de sempre num Mundial em 1978 (3-1 v Mexico), mas não vence há 11 jogos, tendo perdido sete.

Será que conseg sair do grupo? Empates com poucos golos contra os Dois Grandes e uma vitória contra o Panamá, juntamente com um resultado positivo no Inglaterra v Bélgica podem ajudar, mas é pedir um pouco demais.

É uma equipa melhor que o Panamá, por isso a Tunísia é uma boa aposta para o terceiro lugar - com uma interessante odd de 2.001/1.

Panamá


É uma proeza fantástica estar no Mundial, tendo em conta que o Panamá tem três milhões de pessoas, mas conseguiu-o com uma diferença de golos negativa no grupo de seis que incluía o México, a Costa Rica, as Honduras, os Estados unidos e Trinidad & Tobago.

As vitórias em casa contra o México e os Estados Unidos foram primordiais , e perderam 1-0 no México.

Outros factores positivos incluem o empate 1-1 contra o País de Gales em Cardiff e uma derrota renhida por 1-0 frente à Dinamarca, o golo aconteceu depois dum jogador do Panamá ter sido expulso aos 66 minutos.

Mais preocupante para os principiantes no Mundial foi a derrota por 4-0 contra os Estados Unidos, e o esmagador 6-0 na Suíça, em que estavam a perder por 5-0 aos 49 minutos.

Tendo isto em conta, o 1.625/8 para o Panamá ficar em último no grupo parece-me bastante razoável.


APOSTAS RECOMENDADAS:
2pts 1º Bélgica/2º Inglaterra @ 2.206/5 (Sportsbook)
1pt Inglaterra soma 7 pontos no Grupo @ 4.003/1 (Sportsbook)
2pts Tunísia fica em terceiro @ 2.001/1 (Sportsbook)