Apostas Mundial 2018: Falcao pronto para brilhar novamente pela Colômbia

Radamel Falcao está de baterias carregadas para brilhar na Rússia
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Um Radamel Falcao totalmente recuperado e de pé quente será um dos destaques do Campeonato do Mundo, escreve Andy Brassell - e tornará a Colômbia numa sólida pretendente...

"Ele tentou dar passos adiante no seu processo de recuperação para tentar contrariar a natureza e sofreu com isso - acabando por ficar longe de ter um bom tempo de utilização no United e Chelsea para poder recuperar a melhor forma."

O Campeonato do Mundo representa um sonho, com poucos equivalentes no desporto, mas mesmo com isso em mente, poucos tentaram mover montanhas na perseguição desse sonho numa extensão idêntica à de Radamel Falcao. Seis meses antes do último torneio ele estava a postos para ser uma das grandes estrelas; aos 28, fazia manchetes como uma das estrelas em ascensão no futebol europeu e no topo da sua carreira.

Depois, vieram as lesões. Quando Falcao caiu por terra num jogo da Taça de França em Chasselay em finai de Janeiro de 2014, ficou clara a seriedade dessa pancada. No entanto, após ser confirmada o pior diagnóstico com uma rotura de ligamentos, este homem de fé não se deixou ir abaixo.

Um longo e doloroso regresso


Falcao acabaria por regressar à equipa colombiana para fazer dois jogos de preparação para o Mundial. Mas rapidamente foi evidente que não estaria em condições para estar na prova. Fisicamente recuperado, ele estava longe de estar a 100%. A equipa de José Pekerman foi até ao Brasil sem o seu avançado de referência, e ele regressou à sua missão de tentar voltar à sua antiga forma.

Mas teve de trabalhar no duro. E da forma como ele se apresentou nas duas épocas seguintes na Premier League por empréstimo a Manchester United e Chelsea, a ideia de ter tentado o impossível - para estar na equipa da Colômbia no Mundial menos de seis meses após a sua séria lesão - tornou-se absolutamente clara. Ele tentou dar passos adiante no seu processo de recuperação para tentar contrariar a natureza e sofreu com isso - acabando por ficar longe de ter um bom tempo de utilização em qualquer desses clubes.

De regresso ao Mónaco para triunfar novamente


Foi preciso que a sua reputação fosse quase até ao fosso para que Falcao tivesse o que precisava - um regresso ao Mónaco, um clube com adeptos simpáticos e pacientes com um treinador astuto como Leonardo Jardim, que teve a sabedoria de apoiar o atacante ao utiliza-lo numa frente a dois, primeiro com o experiente Valêre Germain e mais tarde com o potente Kylian Mbappé. Falcao redescobriu a sua forma, a sua confiança e (longe das habituais luzes dos holofotes da fama) alguma paz interior.

Quando ele marcou o empate da Colômbia (com grande eficácia, claro) contra o seu futebol adoptivo França na Sexta-Feira, foi como uma libertação e uma confirmação das suas próprias capacidades, mesmo que ele celebre todo e qualquer golo como se fosse o último. Grande parte da reacção dos media em França foi lamentar que a sua própria nação desperdiçasse uma vantagem de dois golos e deixasse os pupilos de Pekerman sair com a vitória, mas na verdade a Colômbia mereceu o seu respeito.

Qualidade da frente para trás


Eles sublinharam que, mesmo a [50.00] para vencer o torneio, eles estão confortavelmente situados entre as melhores equipas na Rússia. James Rodríguez, que não tem estado no seu melhor, mostrou o suficiente no Bayern de Munique esta época para se supor que terá grande peso na sua equipa, apontando ao lugar de nº10 nas costas de Falcao. A defesa parece sólida, comandada por Davinson Sanchéz e Yerry Mina do Barcelona, com o excelente Jeison Murillo do Valência como outro óptima opção. Quando equipada com um Falcao ao seu melhor - 17 em 21 jogos na Ligue 1 esta época, para juntar aos 21 em 22 na última época - eles tornam-se de excelente valor para vencer o seu grupo à frente da Polónia, Senegal e Japão a [2.30].

Se a Colômbia igualar o seu desempenho de há quatro anos, quando tiveram o azar de ser eliminados pelo Brasil nos Quartos de Final, os adeptos neutros em busca de emoção terão pouco do que se queixar. Mesmo que James continue a mostrar a sua qualidade, depois de ter brilhado no Brasil em 2014, não deverão existir problemas em partilhar as luzes da ribalta com o regressado Falcao.

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