Apostas Mundial 2018: Pode a Rússia evitar ser uma desilusão em sua própria casa?

Alexandr Kokorin é uma das esperanças russas para o Mundial...
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A Rússia dificilmente poderia ter pedido um melhor sorteio para o Campeonato do Mundo, mas a forma actual do seu plantel significa que eles têm muito que trabalhar para conseguir algo positivo, escreve Andy Brassell...

"A última vez que vimos a Rússia em acção competitiva foi no Euro 2016, no qual transgressões extra-campo por alguns elementos da seleção nacional distraíram as atenções de uma prestação francamente terrível."

Já se ouviu muita coisa em relação aos desafios que a Rússia enfrenta fora de campo até ao Campeonato do Mundo. E quando o torneio se iniciar em Moscovo no Estádio Luzhniki a 14 de Junho, a equipa de Stanislav Cherchesov iniciará uma verdadeira batalha dentro de campo para se tentar qualificar para a fase seguinte.

Actualmente nos mercados de apostas do Grupo A, a Rússia é favorita a seguir em frente a [2.50], atrás do Uruguai a [2.10], mas isto diz muito da sua suposta vantagem como país organizador. Embora eles praticamente não estejam cotados para ameaçar os favoritos, vale a pena notar que o seu preço de [48.00] para vencer o torneio representa odds mais baixas que Colômbia, Polónia ou Dinamarca, por exemplo.

Equipa com segundo pior ranking presente no torneio


Convém não esquecer que a Rússia é apenas 61ª do Ranking FIFA; embora também seja importante não desvalorizar o facto de esta classificação estar influenciada pelo facto deles não jogarem partidas competitivas há quase dois anos. Independentemente disso, apenas uma equipa presente neste Mundial está abaixo de si no ranking - Arábia Saudita que, convenientemente, está inserida no grupo dos russos. Igualmente afortunado, é o facto de se estrearem precisamente frente à Arábia Saudita no Luzhniki, oferecendo-lhes assim uma excelente oportunidade para iniciar a campanha de modo sólido.

O timing das partidas pode ser decisivo. O Egipto será o seu segundo adversário em Saint Petersburg antes de defrontarem os uruguaios em Samara, numa altura em que eles esperam que a equipa de Óscar Tabárez já tenha confirmado a qualificação e eventualmente possa tirar um pouco o pé do acelerador, antes de defrontar os tubarões na fase seguinte. Ainda assim, parece claro que Cherchesov terá uma grande missão pela frente e irá necessitar de toda a ajuda possível e imaginável.

Força do plantel ainda por confirmar


A última vez que vimos a Rússia em acção competitiva foi no Euro 2016, no qual transgressões extra-campo por alguns elementos da seleção nacional distraíram as atenções de uma prestação francamente terrível. Eles tiveram sorte em somar apenas um ponto, alcançado frente à Inglaterra mesmo no fim em Marselha, e os jogadores de Leonid Slutsky saíram com o rabo entre as pernas após serem esmagados pelo País de Gales em Toulouse.

Cherchesov é considerado um treinador suficientemente sólido. Eles recuperou o título para o Legia de Varsóvia no último cargo que desempenhou, e teve o seu papel em apurar a equipa para a fase de grupos da Liga dos Campeões pela primeira vez em 21 anos antes de abandonar o cargo para comandar a Rússia. Mas agora, ele não foi abençoado com o mais talentoso ou vibrante dos plantéis. É um grupo de jogadores relativamente envelhecido, com o talentoso médio do CSKA Alexandr Golovin a ser um dos poucos abaixo dos 20 e tal que pode fazer a diferença.

Plantel com pouco talento, mas Kokorin a voltar à melhor forma


As dificuldades no desenvolvimento de jovens talentos nos últimos anos é evidente quando constatamos os recrutamentos de jogadores criados na Bundesliga como Roman Neustadter a Konstantin Rausch, para além da naturalização de Mário Fernandes e Guilherme. Alexandr Kokorin é um raio de esperança, numa fase de maturação aos 26 anos após o seu talento ter ameaçado não passar de uma promessa.

O atacante do Zenit tem 16 golos esta temporada em todas as competições, e floresceu sob o comando de Roberto Mancini, mesmo que não tenha mantido o brilhantismo do seu início de campanha (um pouco como a sua equipa em termos gerais). De muitas formas, este torneio pode ser o palco para a sua coroação. Por outro lado, a ideia de ver a defensiva russa a perseguir Mo Salah não parece deixar margem para grandes optimismos.

Se a equipa de Cherchesov conseguir surfar na onda de entusiasmo e garantir o acesso à fase seguinte, talvez eles possam ser vistos como um candidato a cash out. Primeiro, porém, e com apenas um triunfo nos últimos oito amigáveis, a Rússia terá muito que trabalhar para colocar os adeptos realmente do seu lado.

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