Apostas Mundial 2018: Suécia pode ser ainda mais forte sem Zlatan

Emil Forsberg, médio da Suécia e do Leipzig comemora um golo com o seu colega de equipa Timo Werner
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A Suécia seguiu o seu caminho desde a retirada de Zlatan Ibrahimovic da seleção, escreve Andy Brassell, e pode dar-se bem sem ele neste verão, mesmo que isso seja um desapontamento para os fãs neutros...

"Já sem a grande sombra de Zlatan, vários talentosos jogadores suecos deram um passo em frente em grande estilo."

A Suécia não será provavelmente a querida dos neutros neste Campeonato do Mundo. Muitos têm nos em consideração após a equipa de Janne Andersson ter negado à Itália um lugar na fase final, para começar - e, claro, eles não devem adoçar a boca da maioria sem trazerem o temperamental Zlatan Ibrahimovic, mesmo que o agora avançado dos LA Galaxy continue a deixar frequentemente sinais de que poderá até regressar da sua retirada internacional.

Muitos esperam que eles sejam carne para canhão, apenas bobos da corte no seu grupo. Isto é reflectido nos seus preços, a impressionantes [220.00] para vencer a competição e apenas cotados como terceiros favoritos à qualificação no Grupo F, compreensivelmente atrás da campeã Alemanha e México, a [1.61].

Vida Pós-Zlatan


Mas vamos deixar uma coisa bem clara. A Suécia merece claramente estar na Rússia este verão. Derrotas nos dois mais recentes amigáveis - com Chile e Roménia - não devem mascarar o seu feito de terem chegado à fase final, ou de que são um colectivo claramente melhorado que facilmente se afundou na fase de grupos no Euro 2016.

Essa foi o último momento internacional de Ibrahimovic. Foi triste vê-lo abandonar de modo tão modesto após ter dado tanto à sua nação, mas tanto o que aconteceu em França como a trajectória da equipa nacional desde então sublinhou a ideia de que o seu omnipresente nº10 não era a resposta para tudo.

Lindelöf e Forsberg comandam a equipa


Já sem a grande sombra de Zlatan, vários talentosos jogadores suecos deram um passo em frente em grande estilo. Victor Lindelof e Emil Forsberg em particular têm estado em excelente forma pelo seu país nos últimos 18 meses e serão essenciais na Rússia, mesmo que o primeiro esteja a ter uma época de estreia modesta pelo Manchester United e o último esteja com números inferiores aos da época anterior no Leipzig.

Andresson tem feito um trabalho sensacional em extrair exibições de topo desses jogadores e, também de nomes menos celebrados - ainda mais impressionante jogadores como Jimmy Durmaz e Ola Toivonen, marginalizados ao nível de clubes, conseguiram ter um papel de grande utilidade na campanha de qualificação, com o último a marcar um espantoso golo da vitória contra a França em Solna que funcionou como marca da sua epopeia até ao Mundial.

Fundamental entrar com o pé direito na Rússia


A forma como o calendário ficou organizado na Rússia pode perfeitamente correr a favor de Andersson e seus jogadores. Eles iniciam a sua campanha contra a Coreia do Sul em Nizhny Novgorod, antes de defrontarem Alemanha e depois México - e se eles baterem os coreanos, então não vão precisar de procurar vencer contra os campeões mundiais. Ao invés, podem concentrar-se em fazer o melhor possível - frustrando equipas apetrechadas, como França e Itália puderam comprovar.

Ninguém está a sugerir que esta será uma equipa clássica da Suécia que poderá igualar as semifinais da equipa de 1994, mas eles são jovens, em constante melhoria e capazes de subir e descer no terreno sem serem meros extras do 'Zlatan Show'. Eles têm a organização e determinação para conseguirem uma ou duas surpresas. Portanto, mesmo que Ibrahimovic tenha sido uma delícia de ver ao longo da última década e meia, vamos esperar que para bem da Suécia um badalado regresso da sua estrela nas próximas semanas não venha a comprometer as suas aspirações.

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