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Apostas Taça das Confederações 2017: Curto formato de prova favorece Portugal

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A Taça das Confederações pode ser uma espécie de aquecimento para o Campeonato do Mundo, mas Portugal irá em busca de mais troféus enquanto ainda está "fresco" do sucesso no Euro 2016. Os sinais apontam que essa é uma possibilidade real, afirma Jamie Pacheco...

"Com todos os jogadores disponíveis, no grupo mais acessível, Ronaldo faminto por mais golos e com a capacidade de se safarem em jogos renhidos, Portugal parece a formação melhor preparada para reclamar o troféu em solo russo."

A Taça das Confederações realiza-se desde 1992, embora as duas primeiras edições se chamassem King Fahd Cup e tenham sido disputadas na Arábia Saudita. Nas quatro edições seguintes realizou-se em países aleatórios até em 2005 passar a ser acolhida pelo país onde o próximo Campeonato do Mundo fosse acontecer.

O Brasil é claramente o país mais bem sucedido nesta competição com quatro vitórias, incluindo todas as últimas três edições. A França venceu por duas vezes, México, Argentina e Dinamarca uma vez cada.


Excluir todos os outros excepto os "Três Maiores"

Os vencedores da prova foram sempre da América do Sul ou Europa, excluindo o título do México em casa no ano de 1999, quando derrotaram o Brasil na Final. Tendo em conta este registo e o facto de apenas formações europeias ou sul-americanas terem vencido Mundiais, é justo dizer que existe uma significativa disparidade de classe entre os grandes campeões dos dois continentes e o resto do mundo.

Portanto, com isso em mente podemos riscar a Nova Zelândia, Camarões e Austrália de imediato. Também podemos riscar a Rússia porque estiveram realmente fracos no Euro 2016 e é difícil perceber como poderão ter melhorado tanto em tão pouco tempo. O facto de serem o país anfitrião joga para os dois lados. Pode ajuda-los um pouco em termos de apoio e familiaridade mas vale a pena relembrar que só estão no torneio...porque são anfitriões.

E eu também vou excluir o México. Aquele triunfo solitário aconteceu em casa, trazem um leque de jogadores apenas mediano e a Gold Cup é um dos torneios mais fáceis (que garante lugar nas Confederações) de vencer.


Alemanha - [3.60]

Se a Alemanha estivesse perto da máxima força não poderias esperar um preço superior a qualquer coisa como [2.50]. O actual campeão mundial parecia lançado para manter a senda dos sucessos no Euro 2016 até defrontar uma inspirada França nas semifinais.

Mas eles surgem muito longe da sua força máxima. Toni Kroos, Thomas Muller, Mesut Ozil e Marco Reus foram poupados após temporadas desgastantes e as lesões obrigaram Jogi Low a também deixar em casa Leroy Sane, Mario Gotze, Manuel Neuer e Julian Weigl. Isto deixa uma equipa onde Julian Draxler, Emre Can e Shkodran Mustafi são provavelmente os nomes mais sonantes, fazendo lembrar mais uma equipa de Jogos Olímpicos com apenas três jogadores "seniores" do que propriamente uma formação com força total apostada em vencer a competição.

Isto não quer dizer que uma equipa rejuvenescida não possa dar boa conta do recado. E sob o comando de Low, eles serão guiados por alguém que já o fez anteriormente.

A experiência adquirida será impagável e eles estarão bem melhores no próximo verão.

Mas aqui, no momento actual, parece uma missão exigente pedir a este grupo de jogadores o título. Eles também estão inseridos no grupo mais complicado, com uma mistura de estilos futebolísticos de Camarões, Chile e Austrália. Ao preço actual, é melhor ignora-los.


Chile - [3.90]

É realmente impressionante que o Chile tenha vencido duas Copas América consecutivas quando tens em conta a força e qualidade do futebol sul-americano. Podes sempre ser crítico e afirmar que venceram ambas as finais nas Grandes Penalidades, mas e então?
Também podes dizer que nas duas vezes defrontaram a Argentina, logo merecem crédito por ter sustido uma equipa como aquelas. Um ano antes disso estiveram muito bem no Campeonato do Mundo, azarados pela eliminação nas Grandes Penalidades frente ao anfitrião Brasil. Isso demonstra que eles podem exibir-se a bom nível para além da Copa América.

Não há prémios para quem adivinhar qual é o seu jogador-chave. Foi uma temporada longa para Alexis Sanchez mas ele adora jogar futebol, nunca parece cansado, ou a precisar de uma pausa e dá sempre 100%, mesmo quando não está no máximo das suas capacidades. De certo modo, partilha um pouco dessa virtude com Cristiano Ronaldo. Ele deverá comandar a equipa no ataque, um pouco como fez esta época no Arsenal.

Também se pode dizer muita coisa sobre Arturo Vidal. O jogador do Bayern foi um gigante no meio-campo dos bávaros esta temporada e tem a algo incomum tarefa de recuperar bolas e ao mesmo tempo fazer golos.

O guardião do Manchester City Claudio Bravo e o versátil Gary Medel do Inter de Milão são outros nomes importantes. Esta é uma equipa que se conhece bem e não costuma trazer estranhos para as grandes provas.

Eles parecem subestimados para vencer o Grupo B. Eu não ficaria surpreso se o seu encontro contra a Alemanha terminasse empatado e a experiência extra presente na sua equipa pode ajuda-los a quebrar as barreiras defensivas contrárias nos outros dois embates. [2.70] é um bom preço para eles vencerem o Grupo B.


Portugal - [3.45]

É improvável que Portugal replique o seu sucesso no Euro 2016 tão rapidamente em Euros ou Mundiais. Sim, eles mereceram-no pela forma como lutaram arduamente, como defenderam tão bem e acabaram por sair por cima nos momentos derradeiros. Mas eles também beneficiaram de um sorteio muito favorável e em alguns momentos de sorte.

No entanto, um torneio curto como este é outra história. Pode estar mesmo ao virar da esquina. Na verdade, acredito que a equipa que têm actualmente é ligeiramente superior aquela que venceu o Euro 2016 no verão passado. Para começar, o novo reforço do AC Milan André Silva da-lhes uma excelente nova opção no ataque. Cristiano Ronaldo não gosta de jogar como jogador referência das defesas contrárias mas o ex-atacante do Porto desempenha bem essa função e pode tornar-se no ponto de referência no ataque, permitindo a Ronaldo aparecer solto ou beneficiar dos seus serviços.

Eles também podem contar com a nova contratação do Manchester City Bernardo Silva sobre a ala, fresco de uma excelente temporada em que venceu a Ligue 1 pelo Mónaco. E se as coisas estiverem um pouco paradas, eles podem apostar em Gelson Martins do Sporting, um rápido, habilidoso e imprevisível extremo que faz o que todos os defesas detestam - cai-lhes em cima como gente grande. Portanto, têm agora mais opções atacantes do que no verão e mantiveram a solidez do meio-campo, assim como a excelente defesa que lhes foi fundamental para alcançar a glória em França.

Após uma compreensível ressaca no primeiro encontro competitivo após o Europeu onde perderam fora de casa com a Suíça, os portugueses têm estado autoritários, vencendo cinco partidas consecutivas e marcando 22 golos.

Com todos os jogadores disponíveis, no grupo mais acessível, Ronaldo faminto por mais golos e com a capacidade de se safarem em jogos renhidos, Portugal parece a formação melhor preparada para reclamar o troféu em solo russo.


Apostas Recomendadas:

Chile para vencer o Grupo B @ [2.70]
Portugal para vencer a Taça das Confederações @ [3.45]

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