Análise - Resumo da Copa do Mundo 2022

Messi, aos 35 anos, encerra sua trajetória em Copas do Mundo com o tão sonhado título

Confira os destaques da Copa do Mundo FIFA Catar 2022

"Mundial de 2022 teve surpresas positivas como Marrocos, primeiro africano nas semifinais, e decepções como a Seleção Brasileira, apontada como favorita e que caiu prematuramente"

A Copa do Mundo FIFA Catar 2022 chega ao fim consagrando uma nova tricampeã: a Argentina. Com o título alcançado no último domingo, quando superou a França na disputa de pênaltis por 4 a 2, a Albiceleste se isola como terceira maior vencedora de Mundiais, deixando para trás justamente os franceses e o rival Uruguai, com dois troféus cada.


O Mundial do Catar teve, ao todo, 172 gols marcados em 64 partidas, resultando em uma média de 2,68, a mais alta das últimas cinco edições. A maior goleada do torneio ocorreu logo na primeira rodada da fase de grupos: 7 a 0 da Espanha sobre a Costa Rica. Em relação aos cartões vermelhos, apenas quatro foram mostrados, sendo um deles para o técnico da Coreia do Sul, Paulo Bento.


Confira abaixo os destaques da Copa do Mundo FIFA Catar 2022:


O destaque principal desta Copa do Mundo, naturalmente, é a seleção argentina, empurrada por sua fanática torcida, dentro e fora dos estádios. A Albiceleste já chegou ao Catar com uma pressão bem menor após o título da Copa América, conquistado em 2021. A cereja do bolo seria o título mundial dois anos após a morte de Diego Armando Maradona. E ela veio graças a outro camisa 10 genial, destaque da competição aos 35 anos.


Lionel Messi é, sem dúvida, o cara desta Copa do Mundo. O craque simplesmente marcou gol em todas as fases do torneio, sendo decisivo principalmente no mata-mata, levando seu país a um título que o coloca em outro patamar de idolatria. Pela primeira vez na história, um jogador recebe por duas vezes o Prêmio FIFA Bola de Ouro. Messi foi eleito em 2014, porém a Argentina foi vice. A honrari desta vez tem sabor muito mais especial.


Outro destaque individual desta Copa do Catar é Kylian Mbappé. O quê falar de um atleta que anota um "hat-trick" em decisão de Mundial? O craque francês, de apenas 23 anos, se tornou o maior artilheiro em finais, com quatro bolas na rede - Mbappé fez um em 2018 - e está a apenas quatro de ao menos igualar Miroslav Klose no topo de maiores marcadores do torneio. O camisa 10 dos Azuis termina a Copa com o Prêmio FIFA Chuteira de Ouro, com oito gols.


Mais alguns nomes podem entrar nesta lista de destaques individuais da 22ª edição de Copa do Mundo. Emiliano Martínez, goleiro da Argentina, muito provavelmente fez a maior defesa da história pelo peso do confronto, evitando o que seria o gol do título francês. Bounou, de Marrocos, e Livakovic, da Croácia, também brilharam debaixo das traves.


Modric, com fôlego invejável aos 37 anos, escreveu seu capítulo final em Copas levando seu país a mais um pódio. Menção honrosa também ao técnico Walid Regragui, que assumiu a seleção marroquina menos de três meses antes do torneio e levou o país a se tornar o primeiro africano a alcançar a fase semifinal.


Entre as seleções que surpreenderam positivamente estão o Japão, primeiro colocado no único grupo com duas campeãs mundiais: Espanha e Alemanha. A Inglaterra, apesar da queda nas quartas de final, também merece ser lembrada, pois deixou o torneio jogando melhor que a rival França e tem uma geração de jovens talentos, que podem dar bons frutos em um futuro breve. Além de Marrocos, é claro, que chegou na condição de segunda melhor seleção africana, atrás de Senegal, mas que fez história no Catar.


Brasil na lista de decepções


O Mundial do Catar também será lembrado pelas decepções proporcionadas por países de tradição no maior torneio de futebol do planeta. Alemanha e Uruguai, com seis títulos somados, caíram na primeira fase da Copa, sendo que os germânicos o fizeram pela segunda vez consecutiva. A Espanha, que encantou na primeira rodada após marcar sete gols, caiu nas oitavas, perdendo nos pênaltis para Marrocos e tendo desperdiçado todas as cobranças.


Outra seleção que também deixa o Mundial em baixa é a do Brasil, apontada como grande favorita ao título e que alimentou em seus torcedores o sonho do hexacampeonato. No entanto, a eliminação para a Croácia nas quartas de final fará o país, maior vencedor de Copas do Mundo, igualar seu maior jejum na competição: 24 anos.


Torneios nacionais retornam na Europa


Passada a Copa do Mundo FIFA Catar 2022, o foco volta a ser a disputa dos principais campeonatos disputados na Europa como a Copa da Liga Inglesa, na qual o Manchester United, de Marcus Rashford, enfrentará o Burnley pelas oitavas de final. Há também o clássico entre o Manchester City, do medalhista de ouro Julián Álvarez, e o Liverpool, da promessa Darwin Núñez. Os três nomes citados podem estar na Copa de 2026, a ser disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Na próxima semana, temos o retorno do Campeonato Francês, com o líder PSG, do artilheiro Mbappé, recebendo o Strasbourg, no Parque dos Príncipes. O camisa 10 da França tem, pelo menos, mais dois Mundiais para disputar na carreira, podendo quebrar mais recordes.

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