Euro 2012: Guia das Equipas - Dinamarca

O jovem Eriksen é uma das grandes esperanças do Futebol Dinamarquês.

A Dinamarca está inserida no "Grupo da Morte" e poucos lhe vaticinam um final feliz, mas serão capazes de, pelo menos evitar a "lanterna vermelha" do Grupo?

Com tudo isto em mente, acabar no terceiro lugar parece ser o melhor que podem esperar. Apostar Contra a Dinamarca em último lugar do grupo, pelo atractivo preço de 1.654/6.

O percurso até ao Euro 2012

A Dinamarca apresenta uma melhor equipa neste Campeonato Europeu do que quando, de forma chocante, ganhou o Euro 92. Nessa altura, o maior jogador dinamarquês de sempre, Michael Laudrup, não fazia parte da equipa depois de uma zanga com o treinador e Peter Schmeichel era o único jogador que poderia, de forma legítima, ser considerado de classe mundial. Naquela altura, foi a vontade que os impulsionou mas temo que, desta vez, seja o sorteio horrível que possa influenciar a sua sorte. Não apenas a Holanda e a Alemanha, mas também Portugal, e ainda que os dinamarqueses possam afirmar ter derrotado Portugal por duas vezes no apuramento, será que eles acreditam realmente que podem ter sorte e sair vitoriosos do grupo da morte? Mereciam melhor que isto após uma brilhante campanha de apuramento na qual derrotaram Portugal e reivindicaram para si o lugar automático que, à partida, não parecia provável. Não devem ser postos de lado dado que exibiram qualidade real no apuramento, mas a verdade é que enfrentam uma tarefa monumental.

O seleccionador

Morten Olsen é responsável pela equipa dinamarquesa há já 12 anos e apresenta uma autoridade que está associada a esse tipo de longevidade e a uma carreira de jogador tão celebrizada. Este é o seu 12º ano como treinador da equipa nacional e vem com o estatuto lendário que é próprio de um homem que efectuou mais de 100 internacionalizações. Foi despedido de todos os seus empregos como treinador e, no entanto, encontrou o seu nicho como bajulador e motivador. Se nos lembrarmos da confusão que herdou do seu antecessor Bo Johannson em 2000, só podemos concluir que fez um trabalho fantástico. Assinou um contrato que o levará até ao Campeonato do Mundo de 2014 e sabe que um grupo de jogadores tão dotados merece ter pelo menos a hipótese de ganhar o grande título.

A estrela

Ainda não estou totalmente convencido com Cristian Eriksen, mas são muitos os críticos que o vêem como a segunda vinda do Messias e, por isso, devo vergar-me à opinião das pessoas em quem confio e nomeá-lo estrela da Dinamarca. Só fez vinte anos em Fevereiro e, por isso, é possível que seja demasiado prematuro ter uma opinião tão marcante, mas o homem do Ajax joga como se soubesse que é bom e, por vezes, pergunto-me se não poderia aprender um pouco mais e posar um pouco menos. Tem a experiência de jogar num Campeonato do Mundo (entrou duas vezes em 2010), o que deve ajudá-lo a lidar com as expectativas, mas temo que possa vir a ser um desses jogadores altamente cotados que desilude. Floresce no espaço que consegue quando está a jogar para o Ajax e a verdade é que não haverá muito desse espaço disponível no Euro 2012. Apesar de todas as minhas preocupações, não pode deixar de ser a estrela.

O rochedo

WIlliam Kvist foi um herói desconhecido durante esta época, num dos clubes mais interessantes de ver a jogar na Bundesliga, o Stuttgart. Foi um suplente que ficou no banco na África do Sul, mas apareceu seis vezes no apuramento e parece ter cimentado uma posição no coração do meio campo. A forma como o Stuttgart progride nas áreas de ataque deve ser um pesadelo para um jogador em espera e, ainda assim, Kvist fez um trabalho bastante silencioso e útil e, com jogadores menos entusiasmados à sua volta, será certamente um sucesso sólido.

O jovem

Mais uma vez, o mais jovem é mais velho do que a estrela, mas Eriksen tinha simplesmente de ser o último de um ponto de vista dinamarquês e a forma de Simon Kjaer nesta época pela Roma significa que está muito longe de ser uma estrela nesta altura. Ainda assim, é importante e digno de nota. Pensava que Kjaer iria realizar uma fantástica época no Palermo e fiquei ligeiramente surpreendido quando o vi a assinar pelo Wolfsburg, quando aparentemente existiam tantos outros clubes, e maiores, que estavam interessados nele. Ainda mostra alguns laivos de competências organizativas e a calma defensiva que fizeram dele um jogador tão empolgante e estará bastante ciente de ser esta a grande hipótese para impressionar alguns dos clubes de topo da Europa, com uma exibição genuína contra alguns dos mais temidos avançados: pode fazer um campeonato brilhante, mas tenho uma apreensão de que ele poderá ficar um pouco aquém da sua real competência. Se falhar, não vejo como é que a Dinamarca poderá ter alguma hipótese.

A aposta para o torneio

Toda a lógica dita que a Dinamarca regressará a casa depois da fase de grupos e, sendo sincero, vou apoiá-la na derrota tanto frente a Portugal como frente à Holanda ou à Alemanha. Tendo derrotado a equipa de Paulo Bento duas vezes no apuramento, não vejo qualquer motivo para que não consiga fazê-lo de novo, mas a Alemanha vai certamente ser demasiado boa e eu estava na Soccer City há dois anos quando os holandeses fizeram os dinamarqueses parecer que pertenciam a uma classe inferior. Com tudo isto em mente, acabar no terceiro lugar parece ser o melhor que podem esperar. Apostar Contra a Dinamarca em último lugar do grupo, pelo atractivo preço de 1.654/6.