Apostas GP da Rússia: Cuidado com a Ferrari que parece ter ultrapassado a Mercedes

Sebastian Vettel voltou às vitórias em Singapura numa dominante Ferrari

A Mercedes irá erguer o troféu mas a Ferrari começou a conseguir alguns golpes interessantes, e James Gray ficará do lado dos vermelhos novamente...

"Chegou a ser impensável, mas até Lewis Hamilton admitiu que a Ferrari é demasiado forte em recta para que ele os possa apanhar."

No ritmo actual, a Mercedes precisaria de mais três corridas para selar o seu sexto título consecutivo no Mundial de Construtores na F1, igualando o recorde detido pela grande equipa Ferrari liderada por Michael Schumacher. Será um feito memorável, talvez ainda mais do que qualquer piloto como Lewis Hamilton, uma vez que enquanto o homem por trás do volante pode ouvir 'tens obrigação de ganhar', 'tens o carro mais rápido', não temos o mesmo tipo de comentários críticos ao carro. A Mercedes é uma equipa soberba, cujo repetido sucesso é um testemunho da sua missão interna.

É mais do que certo que irão erguer ambos os troféus no final da temporada - Hamilton tem o título no Mundial de Pilotos no bolso e ficará a somente um de Schumacher - mas eles irão fazê-lo sob circunstâncias curiosas de terem o segundo carro mais rápido da grelha como confirmámos em Singapura, a não ser que tenhamos outra alteração de momentum esta temporada.

Ferrari está a assustar a Mercedes


Muitas vezes esta época, à sexta de manhã, eu exultei as virtudes de certas características de uma pista como assentando melhor a uma ou outra equipa. Eu até tenho tido razão 72 horas depois em algumas ocasiões. Mas há agora um tipo de circuito que favorece a Ferrari; um qualquer circuito de F1.

Na Bélgica, Itália e Singapura, não poderias encontrar três desafios mais distintos e a Ferrari superou cada um deles com uma preparação que permitiu a Charles Leclerc (duas vezes) e Sebastian Vettel cruzarem a bandeira do xadrez em primeiro lugar. A mais recente vitória, nas perigosas viragens de Singapura, até deixaram Hamilton preocupado.

"É evidente que o seu carro está a andar muito bem em qualquer lado, e agora vai ser difícil batê-los," disse ele.

"Eles são tão rápidos nas rectas. Não podemos competir com eles nas rectas neste momento."

É quase impensável. A velocidade em linha recta costumava ser algo que assentava tão bem à Mercedes que eles quase podiam desligar o seu motor só para dar competitividade às corridas. (Ok, provavelmente para terem mais fiabilidade, mas ainda assim, eram rápidos). Agora, a sua estrela está a admitir que o seu poder não tem capacidade de competir com a Ferrari.

Eles podem estar a um preço relativamente baixo para vencer a corrida, mas eu vou continuar a apostar na Ferrari a 1.738/11 para sentar o piloto vencedor na Rússia este fim-de-semana.

O dono da Mercedes, Toto Wolff está numa posição à qual não está acostumado, não vencendo as últimas três corridas. De facto, ele não viu qualquer dos seus pilotos no posto mais alto do pódio durante quase dois meses. Deve começar a irritar.

O que é particularmente interessante é que ele sublinhou nos seus comentários à imprensa antes da Rússia que a estratégia da Ferrari foi maximizada pelo seu ritmo de uma volta no sábado: ele pareceu sugerir que sair da pole permitiu-lhes jogar com a Mercedes durante a corrida e assim atingir a sua primeiras dobradinha em mais de dois anos.

Os comentários de Wolff parecem dar pistas de que a Mercedes tem conhecimento da proliferação de curvas suaves e de média velocidade em Sochi como sendo favoráveis ao seu carro, assim como a dificuldade de ultrapassagem, pelo que poderão priorizar a qualificação e só depois se preocuparem com a corrida.

Valtteri Bottas tem tantas poles quanto o seu colega de equipa esta época (quatro) e ele conhece muito bem a pista de Sochi, tendo terminado em terceiro e quarto lá com a Williams e assegurado o seu primeiro triunfo em Grandes Prémios da carreira na Rússia em 2017. Eu vou estar do lado de Bottas a 7.5013/2 para ter toda a gente atrás de si na qualificação de Sábado, conquistando assim a pole position.

A vingança de Gasly


Consistentemente superado pelo seu colega de equipa Max Verstappen e pelo resto do top-6, Pierre Gasly foi rapidamente despromovido naquela que foi a mais previsível mudança de piloto da temporada. O pedigree de corrida do francês pode não o ter salvo junto dos mais fortes, mas ajudou-o a ressuscitar a sua reputação no regresso à Toro Rosso com duas corridas finalizadas nos pontos em três corridas.

Ele irá sofrer uma penalização na grelha de partida após a Honda decidir mudar todos os seus quatro motores antes do Grande Prémio da Rússia, o que provavelmente explica o seu preço superior a 3.002/1 para terminar nos pontos - mas eu fui sempre um apologista de Gasly e estou satisfeito e confiante em apostar nele para atingir novo top-10 este fim-de-semana a 3.259/4.

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