Apostas GP de Abu Dhabi: Batalha interna da Ferrari trará intriga na despedida da temporada

Os mecânicos da Ferrari estarão a rezar por um fim-de-semana tranquilo em Abu Dhabi

A época chega ao fim em Abu Dhabi com ambos os título há muito decididos, mas James Gray ainda encontra algumas coisas interessantes para discutir...

"Leclerc prometeu, apesar dos seus problemas internos, que iriam dar mais espaço um ao outro. Parece improvável."

E pronto, estamos a chegar ao fim. Claro, temos de cumprir calendário, mas ambos os títulos estão há muito entregues e a emoção do campeonato mundial já se desvaneceu há algumas semanas.

Os mais desapontados serão aqueles que pagaram uma pequena fortuna para estarem presentes e os que investiram em publicidade na pista de Yas Marina para a corrida final da temporada.

A pista tem poucas dificuldades - mas também não precisa


Os fãs também estarão desapontados - embora muitos possam defender que alguns dos Grandes Prémios levados a cabo não forma propriamente pensados para eles.

O circuito é universalmente impopular junto dos pilotos pois, embora tenha sido desenhado para o efeito, continua a desenvolver-se em redor dos hotéis e marinas que lhe dão o nome. Até a recta principal tem uma curvatura bizarra, com o intuito de acomodar um parque automóvel do outro lado das barreiras.

No entanto, já aqui tivemos corridas excitantes devido às circunstâncias. Na última corrida do ano, muitas vezes com pouco em jogo, os pilotos não temem as consequências de manobras mais audaciosas - que são necessárias para conseguir ultrapassar em Yas Marina - e os engenheiros asseguram aos seus pilotos que está a a oportunidade para "vai lá para dentro e diverte-te". Poucos irão esquecer a dramática batalha de Lewis Hamilton com Nico Rosberg.

Os separadores também, muitas vezes criticados por estarem no lugar de barreiras e paredes ou a excitação criada por um safety car, permitem que erros resultem numa grande perda de posições na classificação e numa oportunidade de recuperar ao invés de simplesmente encontrar uma parede de regresso às boxes.

Os Ferraris vão lutar


A Ferrari pode ter perdido ambos os títulos há várias semanas e a equipa provavelmente preferiria um fim-de-semana aborrecido em Abu Dhabi. Mas isso parece improvável.

Charles Leclerc e Sebastian Vettel têm lutado taco-a-taco todo o ano e o Grande Prémio do Brasil não foi diferente. Na verdade, tivemos uma mínima quantidade de contacto para um máximo dano - mas ainda assim os pilotos sabem que cometeram um erro.

"Já discutimos o assunto e eu penso que eles entenderam que o que aconteceu não é aceitável," afirmou o director de equipa Mattia Binotto, sem apontar culpas para qualquer dos lados.

Mas Vettel está a entrar no seu último ano de contrato e a Ferrari sabe que não pode continuar a tentar balancear a sua preferência entre ele e o mais jovem dos colegas, que é tão claramente o futuro da equipa.

Não há dúvidas de que essas conversas serão longas durante o período de férias e Vettel irá lutar pelo seu direito de ser o piloto nº1 da equipa fazendo jus ao seu estatuto de tetra campeão mundial.

Mas e se a Ferrari perguntar "o que tens feito por nós ultimamente?", ele será forçado a responder "perder para Leclerc" - a não ser que consiga fazer uma ponte para a distância de 19 pontos no deserto este Domingo.

Leclerc prometeu, apesar do seu problema interno, que iriam dar mais espaço um ao outro. Presta muita atenção a este espaço.

A batalha dos medianos


Com o pelotão para 2020 completo com Nicolas Latifi na Williams, teremos várias batalhas em pista por um lugar no próximo ano, mas o surpreendente pódio de Pierre Gasly no Brasil há duas semanas voltou a recolocá-los na luta pelo quinto lugar.

Milhões de libras estão em jogo por qualquer posição no Mundial de Construtores, mas para a Toro Rosso, alcançar a Renault significaria muito mais do que apenas dinheiro.

Eles assinaram à cautela uma extensão de um ano com a Honda que os leva até ao final de 2021, o primeiro ano das novas mudanças de regulamentos, sugerindo que têm ambições de ser genuinamente competitivos na primeira metade da grelha, mais do que apenas uma equipa afiliada da Red Bull.

Gasly também pagou muita da confiança depositada nele por esta coluna, enquanto Daniil Kvyat mostrou o talento que fez muitos admirá-lo. A Renault está nove pontos há frente, mas olhando nervosamente por cima dos seus ombros.