Apostas.Betfair

Previsão Época de Relva 2017: Murray será o alvo a abater

Ver mercado

Após o contundente triunfo de Rafa Nadal no Open de França, o calendário tenístico avança para a temporada de relva. O nosso colunista de ténis, Dan Weston, avalia as tendência únicas desta superfície...

"Dos jogadores de elite, não é surpresa constatar que Murray e Federer estão bem na frente com vista a Wimbledon, já que ambos têm excelentes registos em relva. Murray perdeu apenas um dos últimos 23 embates nesta superfície nos últimos dois anos, com Federer a ter um registo quase tão impressionante com 21-4."

Murray e Federer favoritos ao título em Wimbledon

Depois de ver o Rei da Terra Batida atropelar Stan Wawrinka na final do Open de França este Domingo, as nossas atenções viram-se agora para a relva, e com Nadal com 10 títulos conquistados em Roland Garros, vale a pena notar que comparando com o seu registo em terra batida, onde já reclamou o incrível número de 53 títulos, o espanhol tem sofrido. Nadal venceu apenas quatro títulos em toda a sua carreira em relva, com o último deles a acontecer em 2010, em Wimbledon.

Com isto em mente, a época de relva deverá ser muito aberta, com Andy Murray, a [3.95] e Roger Federer a [4.00] a serem os actuais favoritos para o torneio masculino de Wimbledon, enquanto Karolina Pliskova [7.40] e a melhor cotada no quadro feminino.


Velocidade do court como grande diferença em relva

Para os mais distraídos, a relva é claramente a superfície mais rápida do circuito, e com a terra batida a ser a mais lenta, será difícil para alguns jogadores ajustar-se ao ritmo dos courts.

Certamente que haverá uma forte tendência para os jogadores dependentes do serviço se darem bem em relva, enquanto a maioria dos especialistas em terra batida não deverá beneficiar destas condições.

Este fenómeno é completamente lógico, tendo em conta que os jogadores que baseiam o seu jogo no serviço irão beneficiar de velocidade extra nos seus serviços, com alguns a preferir mesmo o estilo serviço/volley, ao passo que os tenistas de terra batida não terão jogadas demasiado longas para confirmar o seu ascendente.


Grandes benefícios para os fortes servidores em relva

Os números também ilustram a diferença de ritmo entre terra batida e relva. Avaliando os dados ATP em terra batida em 2016, verificamos que 76.4% dos jogos de serviço foram assegurados, com 0.37 ases por jogo de serviço. No entanto, em relva no ano passado, este registo disparou para 84.0% de serviços ganhos e 0.63 ases por jogo de serviço.

Também tivemos 0.21 tiebreaks por set em relva, por comparação com os 0.16 em terra batida, e nos locais onde a relva for mais rápida, particularmente no Reino Unido, poderemos ter algumas boas hipóteses de apostar em tiebreaks em partidas onde a ocorrência dos mesmos será quase certa.

As características WTA também sofrem mudanças, com a média de serviços ganhos a derivar de 69.8% em relva por comparação com os 62.6% na terra batida, e a existência de 0.30 ases por jogo face aos 0.20 no pó-de-tijolo - de modo incrível, a média de ases por jogo em relva não foi assim tão superior aquela registada em terra batida.


Estugarda será a superfície mais rápida esta semana

Esta semana, teremos eventos em Estugarda e Hertogenbosch (ATP) e também acção WTA em Hertogenbosch, assim como em Nottingham. Atendendo aos dados históricos, Estugarda parece ser ligeiramente mais rápida que a média dos courts de relva, enquanto os outros eventos são um pouco mais lentos - no entanto, irei analisar isto em maior detalhe na previsão da semana.


Murray e Federer com excelentes registos em relva

Com as condições em relva analisadas, é hora de olhar aos jogadores que tendem a brilhar em relva. Tal como já mencionei, os jogadores orientados para o serviço tendem a ter melhores desempenhos que os tenistas de terra batida nesta superfície, e tendo isto em conta, eu pretendo avaliar alguns jogadores cujo registo em relva é muito superior quando comparado com outras superfícies.

Dos jogadores de elite, não é surpresa constatar que Murray e Federer estão bem na frente com vista a Wimbledon, já que ambos têm excelentes registos em relva. Murray perdeu apenas um dos últimos 23 embates nesta superfície nos últimos dois anos, com Federer a ter um registo quase tão impressionante com 21-4. Novak Djokovic não tem disputado eventos de aquecimento nesta superfície, mas está com 9-1 em Wimbledon no mesmo período.


Wawrinka, Nadal e Thiem precisam de melhorar significativamente

Stan Wawrinka está com apenas 6-4 nos últimos dois anos em relva e Nadal com 8-4 nos últimos três, mostrando que os seus registos não são de respeito, enquanto o jovem Dominic Thiem tem muito trabalho a desenvolver, com apenas 9-6 em 2015 e 2016 nesta superfície, quebrando os seus adversário em apenas 15.7% das ocasiões.

Avançando, existe um número de jogadores mais abaixo no ranking que consistentemente superam as expectativas em relva. Gilles Muller, o fora de forma Bernard Tomic, Feliciano Lopez, Nicolas Mahut, Adrian Mannarino e até Rajeev Ram, que tem um registo sensacional em Newport, podem todos dar que falar nesta fase da época.


Konta deve melhorar após fraca temporada em terra batida

No WTA, estou à espera que Johanna Konta supera a sua previsível fraca temporada de relva numa superfície muito mais condizente com as suas valências, enquanto Coco Vandeweghe, Alison Riske, Tsvetana Pironkova, Camila Giorgi e a vencedora desta semana do Surbiton ITF Magdalen Rybarykova têm registos sólidos nesta superfície ao longo dos anos e estarão todas em acção esta semana.

Com a época de terra batida, particularmente no circuito WTA, a ser muito aberta, espero algo semelhante em relva, mas numa superfície com características tão diferentes das outras, entender as condições esperadas e que tipo de jogadoras poderão brilhar será factor crítico para o sucesso. Tipsters e Traders devem fazer um bom trabalho estatístico analisando as especificidades dos jogadores nesta superfície nas semanas que se avizinham como forma de ficar mais perto dos lucros.

Ver mercado
More Apostas desportivas